Como as tarifas de Trump ameaçam a recuperação das exportações na China
- viniciuslarrubia
- 12 de dez. de 2024
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Atualizado: 7 de jan.
As exportações da China cresceram 6,7% em novembro de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 312 bilhões (R$ 1,86 trilhão), o maior nível desde setembro de 2022, segundo dados oficiais divulgados na última terça-feira. Esse desempenho foi impulsionado pela forte demanda global e pelo adiantamento de pedidos, principalmente de importadores norte-americanos, preocupados com possíveis tarifas mais altas sob o governo do presidente eleito Donald Trump.
Segundo a Business Insider, esse crescimento ajudou a reverter a queda de 4,6% registrada em 2023 e consolidou um aumento de 5,1% nas exportações acumuladas até outubro de 2024. Lynn Song, economista da ING para a Grande China, destacou o resultado como a maior surpresa positiva para a economia chinesa neste ano.

Apesar do avanço, a sustentabilidade desse crescimento é incerta. Analistas da BofA Securities apontam que o volume elevado de exportações pode ter sido influenciado por estoques antecipados de importadores, o que pode resultar em uma retração nos trimestres seguintes. Além disso, o impacto de novas tarifas impostas pelo governo Trump continua sendo uma preocupação significativa para o comércio chinês.
No mercado interno, os desafios persistem. As importações chinesas recuaram 3,9% em novembro, comparado ao mesmo período de 2023, refletindo uma demanda doméstica enfraquecida, com consumidores buscando alternativas mais acessíveis. Esse resultado ficou aquém da expectativa de crescimento de 8,5% prevista por economistas consultados pela Reuters, indicando pressões econômicas no cenário interno.
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